Cérebro eletrônico

Salut mes amis,

Quem disse que vida de estudante é maciota estava enganado, ainda mais imerso num outro sistema de ensino e, claro, outro idioma. Chego em casa exausta todos os dias e ainda com aquele típico desânimo proveniente da falta de luz, pois está anoitecendo por volta das 16h.

Como eu disse no último post, estou fazendo quatro matérias e indo bem até o momento. As provas finais estão chegando e vai batendo um medo… Enfim, estou impressionada como voou o tempo. Gente, passa rápido demais!

Ainda não farei meu balanço final sobre o primeiro semestre do meu pré-curso no cégep. Acho conveniente esperar as provas finais para tecer meus comentários.

No entanto, tenho observado tantas novidades legais que vale muito compartilhá-las aqui.

A primeira delas é o acesso aos professores. Já falei sobre isso também, mas taí uma coisa que me deixa boquiaberta. Já tive três encontros individuais com professores de duas disciplinas que me ajudaram muito. Durante as aulas, eles sempre lembram aos alunos que estão à disposiçao para sanar dúvidas. E estão mesmo. Cada professor tem seu bureau (escritório) que está sempre de portas abertas, basta marcar um rendez-vous. É uma pena que os adolescentes não valorizam este acesso. Infelizmente, a maioria ignora. E quando chegam uns gatos pingados precisando de um help! (como eu), você observa neles um prazer em ajudar, em propor alternativas. Uma das professoras me disse que adora dar aulas para imigrantes, pois somos sempre os mais interessados, com sede de conhecimento e loucos para superar as dificuldades do francês.

Não sei quanto a vocês, mas na minha época de estudante do colegial e até da primeira faculdade que fiz não tinha celular, tampouco Internet. Eu acho uma coisa de outro mundo estudar nessa era informatizada. A vida no cégep gira em torno do famoso portal Omnivox. Através dessa plataforma, que eu acesso do meu celular, fico sabendo minhas notas, recebo documentos, notícias sobre palestras e eventos beneficentes, tenho acesso às correções de exercícios, faço consultas no acervo da biblioteca e tenho um e-mail de contato. Daí eu me apego cantando a musiquinha abaixo porque “só eu posso cantar” 😀

E foi através do cérebro eletrônico do cégep que eu fiquei sabendo de uma palestra de uma antropóloga especialista em Brasil. Como é que é ? Exatamente isso mesmo: uma intelectual quebequense que dedicou parte de sua vida estudando e pesquisando o movimento negro em terras tupiniquins. Claro que eu não poderia perder. Que palestra, senhoras e senhores! Que levantamento histórico e político com direito a uma invejável imparcialiadade!  Foi extremamente proveitoso pra mim ouvir uma gringa falando do Brasil contemporâneo sem a contaminação dos achismos de “coxinhas” e “petralhas”, tão absurdamente disseminados. Não quero estender o assunto, mas se isso importa eu me senti culpada e envergonhada por ter uma mancha sombria e latente na trajetória brasileira atravessando décadas e décadas, partidos e partidos, gorvernantes e governantes.

Bem, por hoje é só! Preciso voltar aos estudos agora. Depois das provas finais, venho compartilhar os resultados… Torçam por mim! Merci!!!!

À la prochaine.

 

Os escritórios dos professores :D

Os escritórios dos professores 😀

 

Portal Omnivox

Portal Omnivox

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Palestra sobre o Brasil.

Palestra sobre o Brasil.

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Sobre Les Brazucois

:: Fabricio & Nilian . Aventuras e desventuras desses dois imigrantes em Québec, Canadá ::
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