Revista DOC

Salut mes amis.

Há alguns meses fui convidada por uma revista do Brasil a escrever uma matéria sobre a imigração. Aceito o desafio, fui em busca de relatos de alguns colegas brazucas em terras geladas ( e põe geladas nisso…rs ).

Com a ajuda essencial da Ana, do Carlos Eduardo, da Denise, da Edjara e da minha mana Núncia, a matéria ficou muito legal (modéstia pro beleléu) e, claro, vim aqui dividir com vocês.

O título é Bye Bye, Brasil. Lembrando que para chegar na matéria, basta folhear no canto direito da página.

Revista DOC

Boa leitura!

DOCPara quem tiver problemas com o link da revista, segue matéria abaixo:

Bye Bye Brasil!

Qualidade de vida do Canadá atrai brasileiros dispostos a recomeçar suas vidas em outra cultura.

Os ares gelados da América do Norte nunca foram tão promissores para centenas de brasileiros que buscam no Canadá a chance de trabalharem em suas áreas de formação, a oportunidade de oferecerem aos seus filhos uma educação de qualidade e a segurança de andar pelas ruas sem medo de assaltos.

A pátria amada deixou de ser idolatrada. Violência desenfreada, saúde precária, educação deficitária, corrupção escancarada e desvalorização profissional foram os principais motivos que levaram brasileiros, como Ana Arusievicz, Carlos Eduardo de Oliveira, Denise Hardt, Edjara Rodrigues e Núncia Lanna a deixaram suas carreiras profissionais consolidadas no Brasil para recomeçarem em outro país. Todos, profissionais graduados ou até mesmo pós-graduados, com emprego, vida social, carro na garagem, mas inseguros e insatisfeitos com o mercado de trabalho brasileiro e sua instabilidade.

Segundo dados do Governo Canadense*, em 2012 dos 257.877 residentes permanentes que pisaram em solo canadense, 1.615 eram brasileiros. *CIC estatíticas

Residente permanente no Canadá há pouco mais de dois meses, a analista de sistemas Edjara Rodrigues, 33 anos, trocou Brasília por Québec City. “Aqui, o meu direito de ir e vir é garantido. Sinto-me livre para sair de casa sem medo de violência, seja qual for a hora. Os serviços públicos funcionam, o transporte público é humano e a saúde pública não falha, com total respeito ao cidadão”, revela.

Para o engenheiro eletricista Carlos Eduardo de Oliveira, 38 anos, a oportunidade de se dedicar mais a família pesou muito na hora de fazer esta escolha. Morando no Canadá há um ano e meio, ele elenca os motivos que o levaram a abrir mão de uma vida sólida em Juiz de Fora para entrar no processo de imigração “Dedicar mais tempo para família. Trabalhar para viver ao invés de viver para trabalhar. Segurança de saber que, mesmo deixando seu apartamento destrancado, você muito provavelmente vai encontrar tudo lá quando retornar. E, principalmente, viver em uma sociedade aonde cada indivíduo tenta respeitar o próximo independente de ser semelhante a ele ou não.” 

Cansada do stress, dos altos índices de violência e do trânsito caótico de São Paulo, a analista de sistemas Denise Hardt, 31 anos, trocou a capital paulista pela capital da província de Québec e trouxe na bagagem a esperança de um futuro promissor e poliglota “Foi pensando no meu futuro que decidi me mudar para cá. Quando tiver meus filhos, quero que eles tenham uma vida mais tranquila e não tenham que viver dentro de um condomínio sem liberdade alguma… Além é claro de poder realizar um dos meus sonhos que é ser poliglota. Acho o máximo virar a chave e uma hora falar em inglês, outra em francês, outra hora em português e quem sabe no futuro mais algumas línguas”.

A arquiteta Ana Arusievicz, 31 anos, se mudou para Montreal com seu marido em abril deste ano. Eles saíram de Porto Alegre conscientes de terem feito a escolha ideal “A gente tinha recém começado nossa carreira no Brasil e não víamos um futuro promissor em longo prazo. Sentíamos que iríamos viver trabalhando para conseguir pagar os impostos e mais todos os mesmos serviços privados, já que não recebemos muita coisa em troca do governo brasileiro. Nossa preocupação era sair do Brasil e escolher um país que nos recebesse bem. Chegamos há quase quatro meses e o suporte que o governo provincial têm nos dado é incrível”. Ana compartilha toda a experiência do processo de imigração através de seu blog

Terra prometida

Não há dúvida de que o Canadá se tornou a terra prometida, não só para brasileiros, mas para milhares de pessoas de outras nacionalidades.

O segundo maior país do mundo é atrativo por natureza. Banhado pelos oceanos Pacífico e Atlântico, esbanja beleza. Montanhas, lagos e florestas por toda parte são protagonistas de uma paisagem exuberante. No inverno, que chega a 40°C negativos, os picos nevados se transformam estações de ski. Já no verão, tem se oportunidade de andar pelas trilhas dos parques, fazer escaladas e quem sabe até observar alces e ursos a uma distância segura, claro.

O Canadá é o único país oficialmente bilíngue (Inglês e Francês) da América do Norte. Tem 10 Províncias, sendo Québec a única francófona.

As outras atrações estão na sua economia sólida, sua riqueza per capita, seus baixos índices de criminalidade e na prática efetiva da democracia.

Adotamos imigrantes, mas qualificados!

O Canadá abriu suas portas em busca de trabalhadores qualificados em diversas áreas, como Arquitetura, Educação, Engenharia, Enfermagem, Medicina, Odontologia, Psicologia, Tecnologia da Informação. Veja a lista completa aqui.

Afinal, o que leva um país de primeiro mundo a aceitar profissionais de diversas nacionalidades?

Entre as décadas de 40 e 60 o Canadá teve um aumento considerável da taxa de natalidade, a famosa geração baby boom. Há relatos de casais que tiveram até 24 filhos. E estas crianças de ontem estão se aposentando hoje, cerca de 60 anos depois.

Além disso, a situação se inverteu nas décadas de 80 a 90, pois os casais canadenses praticamente não tiveram filhos. Portanto, a sociedade atual enfrenta um grave problema: a falta de mão-de-obra. E para manter a economia estável, a solução foi criar um processo de imigração voltado a trabalhadores qualificados. Ou seja, o governo canadense está “adotando” imigrantes, conhecidos como residentes permanentes, que tenham formação e experiência profissionais.

Como é de se esperar de uma nação organizada, o Consulado Geral do Canadá elaborou um processo rigoroso que envolve entrevista, análise e equivalência de diploma, avaliação de experiência profissional, prova de proficiência no Inglês ou no Francês (caso o candidato queira se estabelecer na província de Québec), além de exames médicos que atestem uma boa saúde.

Se o candidato passar por estas etapas, ele recebe um visto de imigrante / residente permanente válido por cinco anos e que lhe garante benefícios como: saúde, ajuda financeira (caso tenha filhos), reembolso parcial dos impostos durante o primeiro ano, bolsa de estudos caso queira encarar um mestrado ou doutorado em uma das universidades canadenses, direito de exercer sua profissão em solo canadense e suporte para inserção no mercado de trabalho. É importante frisar que o visto também é emitido para cônjuge e filhos.

Após três anos de residência comprovada no país, o imigrante / residente permanente poderá solicitar a cidadania canadense e, obviamente, passará por outro processo de avaliação.

Tudo sobre o Processo de Imigração está no site oficial do Governo do Canadá.

Paraíso? 

Carlos Eduardo diz que não. “Claro que não. Tem seus problemas. Faltam médicos, mas diferente do Brasil, ninguém morre na fila dos hospitais. Tem corrupção, mas quando descoberta, o transgressor vai algemado independentemente se tem um alto cargo político. No mais, viver longe das suas origens, por mais problemática que ela seja, é extremamente difícil. Os costumes são outros, os gostos são outros, as pessoas são outras. Viver a milhares de quilômetros distante da família e dos amigos é longe de ser uma tarefa fácil”.

A mineira Núncia Lanna, 39 anos, chegou ao Canadá em abril de 2008. Seis anos depois, ela revela que a saudade é o lado mais cruel do processo de imigração, mesmo com a possibilidade de amenizar este sentimento através do Skype e da Internet. Ela conta ainda que não é fácil viver no inverno canadense “Já pegamos 38° C negativos aqui em Charny. Os dias são curtos, amanhece às 09h e anoitece às 15h. Não é fácil. Mas quando penso em voltar, lembro de todo perrengue que passava em Belo Horizonte. Prefiro mil invernos aqui a ter que submeter meus filhos à educação brasileira e tirar deles esta oportunidade de ouro de crescerem numa sociedade justa, numa cidade segura e limpa, numa escola de qualidade” e completa “Faria tudo de novo…” 

“Definitivamente este processo de imigração é para os fortes”, conclui Carlos Eduardo.

Nilian Ferreira, 38 anos, é jornalista, brasileira de Juiz de Fora e atualmente vive a experiência de ser residente permanente no Canadá. Acompanhe sua trajetória aqui no Brazucoise.

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Sobre Les Brazucois

:: Fabricio & Nilian . Aventuras e desventuras desses dois imigrantes em Québec, Canadá ::
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6 respostas para Revista DOC

  1. Les Lapins disse:

    Nao consegui ver a reportagem, mesmo clicando nos 4 cantos, na abre… 😦

    • Brazucoise disse:

      Que doideira… Testei nos dois micros daqui de casa e funcionou.
      A “dobra” da página está no cantinho de baixo à direita da imagem da revista. Passe o cursor e uma abinha vai virar, daí é só clicar.
      De qualquer forma, aqui está o texto:

      Bye Bye Brasil!

      Qualidade de vida do Canadá atrai brasileiros dispostos a recomeçar suas vidas em outra cultura.

      Os ares gelados da América do Norte nunca foram tão promissores para centenas de brasileiros que buscam no Canadá a chance de trabalharem em suas áreas de formação, a oportunidade de oferecerem aos seus filhos uma educação de qualidade e a segurança de andar pelas ruas sem medo de assaltos.

      A pátria amada deixou de ser idolatrada. Violência desenfreada, saúde precária, educação deficitária, corrupção escancarada e desvalorização profissional foram os principais motivos que levaram brasileiros, como Ana Arusievicz, Carlos Eduardo de Oliveira, Denise Hardt, Edjara Rodrigues e Núncia Lanna a deixaram suas carreiras profissionais consolidadas no Brasil para recomeçarem em outro país. Todos, profissionais graduados ou até mesmo pós-graduados, com emprego, vida social, carro na garagem, mas inseguros e insatisfeitos com o mercado de trabalho brasileiro e sua instabilidade.

      Segundo dados do Governo Canadense*, em 2012 dos 257.877 residentes permanentes que pisaram em solo canadense, 1.615 eram brasileiros.
      * http://www.cic.gc.ca/english/resources/statistics/facts2012/permanent/10.asp

      Residente permanente no Canadá há pouco mais de dois meses, a analista de sistemas Edjara Rodrigues, 33 anos, trocou Brasília por Québec City. “Aqui, o meu direito de ir e vir é garantido. Sinto-me livre para sair de casa sem medo de violência, seja qual for a hora. Os serviços públicos funcionam, o transporte público é humano e a saúde pública não falha, com total respeito ao cidadão”, revela.

      Para o engenheiro eletricista Carlos Eduardo de Oliveira, 38 anos, a oportunidade de se dedicar mais a família pesou muito na hora de fazer esta escolha. Morando no Canadá há um ano e meio, ele elenca os motivos que o levaram a abrir mão de uma vida sólida em Juiz de Fora para entrar no processo de imigração “Dedicar mais tempo para família. Trabalhar para viver ao invés de viver para trabalhar. Segurança de saber que, mesmo deixando seu apartamento destrancado, você muito provavelmente vai encontrar tudo lá quando retornar. E, principalmente, viver em uma sociedade aonde cada indivíduo tenta respeitar o próximo independente de ser semelhante a ele ou não.”

      Cansada do stress, dos altos índices de violência e do trânsito caótico de São Paulo, a analista de sistemas Denise Hardt, 31 anos, trocou a capital paulista pela capital da província de Québec e trouxe na bagagem a esperança de um futuro promissor e poliglota “Foi pensando no meu futuro que decidi me mudar para cá. Quando tiver meus filhos, quero que eles tenham uma vida mais tranquila e não tenham que viver dentro de um condomínio sem liberdade alguma… Além é claro de poder realizar um dos meus sonhos que é ser poliglota. Acho o máximo virar a chave e uma hora falar em inglês, outra em francês, outra hora em português e quem sabe no futuro mais algumas línguas”.

      A arquiteta Ana Arusievicz, 31 anos, se mudou para Montreal com seu marido em abril deste ano. Eles saíram de Porto Alegre conscientes de terem feito a escolha ideal “A gente tinha recém começado nossa carreira no Brasil e não víamos um futuro promissor em longo prazo. Sentíamos que iríamos viver trabalhando para conseguir pagar os impostos e mais todos os mesmos serviços privados, já que não recebemos muita coisa em troca do governo brasileiro. Nossa preocupação era sair do Brasil e escolher um país que nos recebesse bem. Chegamos há quase quatro meses e o suporte que o governo provincial têm nos dado é incrível”. Ana compartilha toda a experiência do processo de imigração através de seu blog http://esperandoavez.tumblr.com/

      Terra prometida

      Não há dúvida de que o Canadá se tornou a terra prometida, não só para brasileiros, mas para milhares de pessoas de outras nacionalidades.

      O segundo maior país do mundo é atrativo por natureza. Banhado pelos oceanos Pacífico e Atlântico, esbanja beleza. Montanhas, lagos e florestas por toda parte são protagonistas de uma paisagem exuberante. No inverno, que chega a 40°C negativos, os picos nevados se transformam estações de ski. Já no verão, tem se oportunidade de andar pelas trilhas dos parques, fazer escaladas e quem sabe até observar alces e ursos a uma distância segura, claro.

      O Canadá é o único país oficialmente bilíngue (Inglês e Francês) da América do Norte. Tem 10 Províncias, sendo Québec a única francófona.

      As outras atrações estão na sua economia sólida, sua riqueza per capita, seus baixos índices de criminalidade e na prática efetiva da democracia.

      Adotamos imigrantes, mas qualificados!

      O Canadá abriu suas portas em busca de trabalhadores qualificados em diversas áreas, como Arquitetura, Educação, Engenharia, Enfermagem, Medicina, Odontologia, Psicologia, Tecnologia da Informação. Veja a lista completa aqui: http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/skilled/apply-who-instructions.asp?expand=jobs#jobs

      Afinal, o que leva um país de primeiro mundo a aceitar profissionais de diversas nacionalidades?

      Entre as décadas de 40 e 60 o Canadá teve um aumento considerável da taxa de natalidade, a famosa geração baby boom. Há relatos de casais que tiveram até 24 filhos. E estas crianças de ontem estão se aposentando hoje, cerca de 60 anos depois.

      Além disso, a situação se inverteu nas décadas de 80 a 90, pois os casais canadenses praticamente não tiveram filhos. Portanto, a sociedade atual enfrenta um grave problema: a falta de mão-de-obra. E para manter a economia estável, a solução foi criar um processo de imigração voltado a trabalhadores qualificados. Ou seja, o governo canadense está “adotando” imigrantes, conhecidos como residentes permanentes, que tenham formação e experiência profissionais.

      Como é de se esperar de uma nação organizada, o Consulado Geral do Canadá elaborou um processo rigoroso que envolve entrevista, análise e equivalência de diploma, avaliação de experiência profissional, prova de proficiência no Inglês ou no Francês (caso o candidato queira se estabelecer na província de Québec), além de exames médicos que atestem uma boa saúde.

      Se o candidato passar por estas etapas, ele recebe um visto de imigrante / residente permanente válido por cinco anos e que lhe garante benefícios como: saúde, ajuda financeira (caso tenha filhos), reembolso parcial dos impostos durante o primeiro ano, bolsa de estudos caso queira encarar um mestrado ou doutorado em uma das universidades canadenses, direito de exercer sua profissão em solo canadense e suporte para inserção no mercado de trabalho. É importante frisar que o visto também é emitido para cônjuge e filhos.

      Após três anos de residência comprovada no país, o imigrante / residente permanente poderá solicitar a cidadania canadense e, obviamente, passará por outro processo de avaliação.

      Tudo sobre o Processo de Imigração está no site oficial do Governo do Canadá { http://www.cic.gc.ca/english/ }

      Paraíso?

      Carlos Eduardo diz que não. “Claro que não. Tem seus problemas. Faltam médicos, mas diferente do Brasil, ninguém morre na fila dos hospitais. Tem corrupção, mas quando descoberta, o transgressor vai algemado independentemente se tem um alto cargo político. No mais, viver longe das suas origens, por mais problemática que ela seja, é extremamente difícil. Os costumes são outros, os gostos são outros, as pessoas são outras. Viver a milhares de quilômetros distante da família e dos amigos é longe de ser uma tarefa fácil”.

      A mineira Núncia Lanna, 39 anos, chegou ao Canadá em abril de 2008. Seis anos depois, ela revela que a saudade é o lado mais cruel do processo de imigração, mesmo com a possibilidade de amenizar este sentimento através do Skype e da Internet. Ela conta ainda que não é fácil viver no inverno canadense “Já pegamos 38° C negativos aqui em Charny. Os dias são curtos, amanhece às 09h e anoitece às 15h. Não é fácil. Mas quando penso em voltar, lembro de todo perrengue que passava em Belo Horizonte. Prefiro mil invernos aqui a ter que submeter meus filhos à educação brasileira e tirar deles esta oportunidade de ouro de crescerem numa sociedade justa, numa cidade segura e limpa, numa escola de qualidade” e completa “Faria tudo de novo…”

      “Definitivamente este processo de imigração é para os fortes”, conclui Carlos Eduardo.

      Nilian Ferreira, 38 anos, é jornalista, brasileira de Juiz de Fora e atualmente vive a experiência de ser residente permanente no Canadá.
      Acompanhe sua trajetória aqui https://brazucoise.wordpress.com/

      • Les Lapins disse:

        Ahhhh, merci beaucoup de ter colado o texto aqui!!! Adorei!
        Nao sei qual foi o problema, eu tentei ler por 2 gadgets diferentes e nao funcionou, xinguei os gadgets e fui pro microso, que tb. nao ajudou.
        Deve ser desses complôs do universo que precisam ter alguém para ajudar a quebrar o ciclo, rsrs!
        bjinz e bom findi!

  2. Les Lapins disse:

    na abre = nao abre

  3. Adorei o texto! Parabéns! beijos

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