A vida sem trabalho

Salut mes amis!

Nem ficarei batendo mais nessa tecla de que abandonei o Brazucoise, pois o tempo aqui insiste em voar e blá blá blá. Mas o tempo voa…rs!

Fico nessa neura de atualizar o blog. Tenho centenas de ideias, observações e temas para futuros posts, MAS não consigo sentar com calma, como agora, para escrever. É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. E eu ansiando uma coisa de cada vez. Vê se pode…

Devaneios à parte, vamos ao que interessa: notícias.

Terminamos a Francisation na Université Laval. Para o Fabricio acabou de vez, pois ele finalizou o último nível. Pra mim não. Dei adeus ao Nível 2, mas ainda tenho mais três meses pela frente.  Começo o famoso, e último, Nível 3 na próxima semana. O que posso afirmar veementemente até aqui é que nosso francês deu um salto considerável. Estamos felizes! E fica a dica: quem tiver a oportunidade de fazer a Francisation do Governo de Québec, faça!

É claro que, em se tratando de idioma, o estudo e o conhecimento são constantes, contínuos. Não é nossa língua materna. Por isso, o mínimo de dedicação é necessário! Outra consideração pertinente é que o dia-a-dia no trabalho também vai ajudar muito no aprendizado.

Por falar em trabalho, nada ainda. Enviei meu CV para duas vagas de emploi alimentaire. Não deu em nada por enquanto. Fabricio nem chegou a enviar seu CV. Preferiu se dedicar à Francisation para dar um up no francês. Mas e agora?! Bem, ele ainda está decidindo: ou vai entrar num curso para dar uma acrescentada no CV ou vai cair de cabeça no mercado de trabalho.

À parte, Fabricio tem se dedicado ao seu projeto paralelo. No momento, algumas guitarras feitas por ele aguardam a chegada das últimas peças para serem anunciadas e vendidas.

E eu? Euzinha continuarei postulando aqui e ali pra uma vaguinha de emploi alimentaire em tempo parcial, mas tendo como prioridade a Francisation. Afinal, o Nível 3 vai até fevereiro. E depois?! Depois, ninguém sabe o que será… Um passo de cada vez, eu diria!

Mas como estamos sobrevivendo aqui sem trabalho?

Economizamos muito enquanto estávamos no Brasil. Fizemos um pé de meia que tem nos salvado. Além disso, recebemos uma bolsa para fazer a Francisation, que não é grande coisa, mas muito bem-vinda. E continuamos economizando por aqui! Nós fizemos um plano financeiro. Abrimos mão de algumas coisas que fazíamos no Brasil, como idas a restaurantes legais e viagens. O carro que tínhamos, por exemplo, era um Ford Fiesta 2010. Com a grana que vendemos, compramos um carro zero/Km aqui em Québec, evitando muitas dore$ de cabeça com mecânico, pois teremos três anos de garantia de fábrica.

Nossa vida sempre foi muito tranquila e simples. Nada de comprar, comprar e comprar, tampouco ter, ter e ter. Desde o início do processo de imigração nós mudamos radicalmente nosso estilo de vida. Na verdade, nós simplesmente não compramos tantas roupas, sapatos, bolsas, celulares de úlltima geração e afins. O menos passou a ser mais. Ou seja, nada de consumismo inútil, fútil.

Nosso apê foi todo montado com doações e coisas do “lixo” de 1° de julho. As únicas aquisições direto da loja foram cama, colchão, lavadora e secadora de roupas. Além disso, o fato de não termos filhos também contribui para vivermos aqui sem trabalho por um tempinho.

Mas é importantíssimo lembrar que este quesito é muito pessoal. O que considero bom pra mim pode ser simples demais pra você. E o que é bom pra você, pode ser fútil pra mim. Sabe como?! O nosso aparelho celular daqui ainda é o de lá do Brasil e não é usado necessariamente como celular. Usamos pra acesso na net quando aparece uma rede wi-fi disponível. Por enquanto, não temos plano de nenhuma operadora daqui. E sobrevivemos!

Saudações a quem tem coragem! Essa tal de imigração não é facil, mas rende fatos inusitados.

Fabricio e eu participamos dia desses do Cuisine du monde, um projeto de integração entre imigrantes e québecois em Lévis. E o Outubro foi dedicado ao Brasil. Claro que nós fomos conferir ansiosos o prato que seria servido por uma brasileira que mora aqui há um ano e meio. Ela fez moqueca de peixe com camarão. E foi um sucesso só. Teve québecois repetindo o menu…rs! Fabricio, eu e a “cozinheira por um dia” éramos os únicos imigrantes no evento, o que rendeu até participação em um documentário da famosa Radio Canada Télé (a TV Globo daqui).

Dias depois, fomos a uma palestra sobre inverno (isso mesmo: inverno) e lá estava a Radio Canada Télé de novo e lá fomos nós de novo participar do mesmo documentário, mas dessa vez dando entrevista… em francês.  Sangue, suor e risos!

Próximo sábado, participaremos de um café da manhã tipicamente québecois, oferecido pelo mesmo organismo de integração. Fico meio receosa do que virá pela frente. Mas já adianto que me recuso a dançar Michel Teló pra Radio Canada Télé…rs!

Finalizando este longo post, li muitos comentários e vi muitas fotos sobre o outono aqui das terras do norte. Tudo que li e vi é verdade mesmo! Ouso ainda dizer que se alguém tem alguma dúvida da existência de uma Inteligência Divina, venha passar o outono aqui. A Natureza é de arrepiar…

Tenho pensado seriamente em começar a escrever em francês aqui no Brazucoise. Por isso, não se assustem com o próximo post. Ando até com um comichão pra mudar o layout. Só espero ter tempo suficiente pra isso… #OuNão

Bises

Relic Custom Shop

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Nós e a Radio Canada Télé

Nós e a Radio Canada Télé

Fabricio e o Outono das terras do norte

Fabricio e o Outono das terras do norte

 

 

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Sobre Les Brazucois

:: Fabricio & Nilian . Aventuras e desventuras desses dois imigrantes em Québec, Canadá ::
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4 respostas para A vida sem trabalho

  1. Paula Izelgue disse:

    Muito interessante as novidades!! Me identifiquei bastante com o plano de sobrevivencia de voces!! e dai fiquei curiosa de uma coisinha! qual eh a operadora que voces escolheram para internet e celular? Bjinhos

  2. adorei ler noticias suas e saber que estão bem encaminhados! O que é muito interessante é como é diferente Quebec de Ontario… as regras e como as coisas caminham sao tão diferentes! Mas a gente ultrapassa e se adequa 🙂 beijos!

  3. Pingback: Fabricio e eu na Radio-Canada | Brazucoise

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